quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ser educador nos dias de hoje

Os nossos meninos não são os de antes…
Trocaram os brinquedos de madeira pelos sofisticados
brinquedos de luz e som, que só com o simples toque numa
tecla fazem aparecer o mundo fantástico da electrónica.

Os educadores / professores não os de antes…
Fotocopiam, ampliam, colam papéis de texturas maravilhosas,
e reconstroem pegadas de animais pré-históricos só com o
simples acto de misturar água e gesso…
Mas há coisas que não mudam, que o tempo e os anos
respeitam… O olhar de uma criança de mão dada com o/a
seu/sua educador(a)  e o contacto silencioso, caloroso,
são sinais entranhados de um código único,
de um sentimento profundo de amizade.

Uma criança e o/a seu/sua educador(a)…são capazes de tudo.
Podem passar horas juntos escutando cantigas, resolvendo
problemas com caricas e pauzinhos ou simplesmente a brincar
com a imaginação. Podem fazer as maiores invenções e tentar
salvar o mundo plantando uma árvore.

Não são as crianças de antes…
As educadoras e os educadores não são os de antes…
O mundo não é o de antes..

Mas há coisas que não mudam, a capacidade de
deslumbramento, a força da natureza, o olhar de uma
criança e o carinho de um(a) educador(a)
que se entrega sem condições, dia-a-dia,
qu sonham e trabalham juntos por um mundo
melhor, com um código único, eterno, poderoso,
indestruível: o de uma profunda amizade.

Santo Amaro

                                    A Capela de Santo Amaro


Na Capela de Santo Amaro foi recentemente descoberta presença remota, de materiais arqueológicos que “remontam ao neolítico”, tendo por isso, no mínimo sete mil anos, segundo Brochado Almeida, Director das escavações e professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Segundo o mesmo, existem ainda outros achados, “com cerca de dois mil anos atrás, em plena época romana”, afirmando mesmo que a colina ali existente também foi habitada por este povo, já que na altura estávamos a cerca de duzentos metros da costa.
 
                   SANTO AMARO - também conhecido como São Mauro.
 Nasceu na cidade de Roma, em 512, filho do senador Eutíquio. Manifestando seu desejo de seguir a vida religiosa, Amaro foi mandado por seu pai para o mosteiro de Subiaco juntamente com seu primo Plácido para obedecerem às orientações de Bento de Núrsia.
 No mosteiro, Bento teve certo dia uma visão de que Plácido estaria a afogar-se num riacho próximo. Bento então mandou que Amaro o salvasse. Amaro, ao avistar o primo a afogar caminhou sobre as águas do riacho e salvou o primo.
 Posteriormente, os três seriam canonizados pela Igreja Católica. Bento mandou Amaro para a França em 543 para dirigir a abadia de Glanfeuil. Amaro morreu a 15 de Janeiro de 584, data que se tornou o dia oficial de celebração do santo.
 Na Itália é identificado como protetor dos carroceiros, carregadores e fabricantes de velas.





sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Santo Amaro




Feira de Santo Amaro
15 de Janeiro de 2011 




Oh meu querido Santo Amaro
És muito venerado
Vem pessoas de todo o lado
Vem gente da Murtosa
E até vem gente famosa
P’ra beber uma gasosa
Que o resto
Está muito caro…


À Feira de Santo Amaro
Vem gente de muito longe
Até vem gente de Alcobaça
P’ra comprar uma cabaça
 e também uma fogaça.
Vem gente de propósito
P’ra comprar um porquinho
P’ra comer um bocadito
Lá para o S. Martinho.

E até o menino vai
De mão dada com o seu pai        
Lá comprar uma oliveira
Se preciso à carreira
P’ra plantar no seu jardim
À beirinha de um jasmim.
Vai ficar bem perfumado
E tratado com cuidado
E aquela oliveira
Já não é a primeira
Que veio daquela feira.


E a educadora também vai
À Feira de Ano comprar
Uma macieira Bravo de Esmolfe
Que no Outono costuma dar
Maçãs de polpa macia
Doces e perfumadas
Espero que lá p'ra o ano
Algumas nos possa dar.

Ela também nos contou
Que a sua bisavó
Num dia de Feira de Ano
De casa saiu bem cedo
Para com o noivo ir casar
E seus pais desgostar.
Tudo combinado em segredo
O seu noivo era alfaiate
Que veio lá da serra
Não tinha dinheiro nem terra
Mas era homem honrado
E logo ficou enamorado.

Na escola de Santo Amaro
Os seus filhos estudaram
E dos livros muito gostaram.

Oh meu rico Santo Amaro,
Dá-me saúde todo o ano
E dá-me também um caldinho,
Para me aquecer um bocadinho.
Pode até ser um caldo verde
A acompanhar com um rojão
Bem quentinho dentro do pão.
Será que vai haver solha frita?
Ou terei que me contentar
Com uma batata frita?


Também não quero saber
Lá na mesma irei ter
Na verdade o que me interessa
É meus amigos rever.
Com eles irei passear
e muito conversar,
daquelas histórias sem fim
que aprendemos no Jardim.
Dos jogos e dos recreios
Das canções e apertões
Dos medos e dos receios
Que aprendemos a vencer,
E a nunca mais esquecer.

Também gostava de ter
Um carrinho p’ra brincar
E se lá não encontrar
Com plasticina um irei moldar.

Santo Amaro não te esqueças
Destes pedidos sem fim
Porque no próximo ano
Não pedirei só p’ra mim.
Pedirei que não te esqueças
De todos os meninos ajudar
E para que possas treinar
Agora podes começar:
Leva calor a quem tem frio
E aconchega a barriguinha
De quem está com fominha.
Ajuda-nos a ser amigos
Sem esperar nada em troca
A partilhar e a respeitar
A menina e a velhinha,
O tio e a madrinha
E até a galinha choca
Que a avó tem no seu ninho.
Ajuda o passarinho
A encontrar o seu caminho
E também aqueles peixinhos
Que não encontram seus filhinhos.


Já agora aquelas cheias
Estão a ser demais...
No Brasil e na Austrália
As pessoas e animais
Também podes vir salvar
Nem que tenhas que caminhar
Sobre as águas do mar
Como em Roma também fizeste
E lá montar arraiais
E se for preciso chama Plácido
E S. Bento p’ra ajudar
Que o Mundo assim…
Não pode andar…


E as ideias, as palavras e as letras correram, saltaram e para as apanhar todas não foi fácil, algumas ficaram esquecidas…
Jardim de Infância de Santo Amaro, 14 de Janeiro de 2011